terça-feira, 25 de abril de 2017

Noventa e seis horas

Eu vi serras eu vi mares
Eu pedalei sem parar
Estou demente eu sei
Mas é assim que gosto de estar


Quatro dias, noventa e seis horas, cinco mil setecentos e sessenta minutos de suposta pausa e descanso. Nestes dias pedalei tresentos e quarenta quilómetros. Pois. Larguei tudo e pedalei.
Além de dores no rabo e nas pernas, não sei o que procuro ou sequer se procuro alguma coisa. Talvez fuja de algo não sei, só sei que estes momentos me fazem esquecer. Esquecer do estado do mundo, da pequenez de algumas pessoas, da ingratidão de outras, do trabalho por resolver, das paredes da sala à espera de serem lavas, da roupa por engomar. Do meu lado negro também.
A questão é que quando chego a casa tudo está igual. 
Exceto eu.


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Prazer solitário

Colhi um pouco de sol
Colhi um pouco de mar
Guardei-os no meu bolso
Para mais tarde me deleitar

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Para sempre

A cuidar das flores te imagino
Nestes dias de saudade
E sempre que elas florescem
Penso em ti até à eternidade....

terça-feira, 18 de abril de 2017

Difícil de entender

Não compreendo esta angústia que por vezes me nasce no peito durante a noite apanhando-me adormecida e desamparada e acorda juntinho a mim em algumas manhãs cinzentas. Tolda-me o pensamento, atrofia-me o espírito, tira-me o ar e me inunda de tristeza. Aparece sempre em alturas inesperadas chegando de mansinho e pintando de cinzento tudo à minha volta.
Não compreendo.
Assim como não compreendo que se vá desvanecendo, dissipando ao longo do dia transformando-se em alegria e boa disposição.
Chego a pensar que o meu outro eu, sim tenho um outro eu, mais escuro e tenebroso, esteja à tentar apoderar-se de mim....

Quem diz que uma bike não cabe num Mini?

Está enganado pois está. Eu própria jurava que não cabia.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Guerra, só depois do café

A vida é uma guerra, o trabalho é uma guerra, as pessoas são um guerra. Eu própria sou uma autêntica guerra e todos os dias me levanto e me apronto para tal.
No entanto, guerra que é guerra, só depois do café que antes não há cá guerra para ninguém.
E o café tem de ser curto, intenso, sem açúcar e bem cedinho que gosto de começar as guerras assim que nasce o dia.
Mas havia de fazer uma pausa na guerra que estou a ficar cansada.
Mesmo com café as Guerreiras têm de descansar. Não têm?